Portanto, quando o diabo lançar seus pecados em seu rosto e declarar que você merece a morte e o inferno, diga-lhe o seguinte: “Admito que mereço a morte e o inferno. E daí? Pois conheço Alguém que sofreu e fez expiação em meu lugar. Seu nome é Jesus Cristo, o Filho de Deus, e onde Ele estiver, ali também estarei!” (Martinho Lutero)
Quatro fios de cabelo da cabeça de Maria
Lá estavam elas. Relíquias. Muitas relíquias. Havia um pedaço do tecido das faixas que envolveram o menino Jesus, treze fragmentos de seu berço, uma palha da manjedoura, um pedaço de ouro oferecido por um dos magos, três fragmentos de mirra, um pedaço de pão da Última Ceia, um espinho da coroa que Jesus usou quando foi crucificado e, para completar, um autêntico fragmento da pedra sobre a qual Jesus estava quando ascendeu à direita do Pai. E, como convinha à boa tradição católica, a bem-aventurada Maria também não foi deixada de fora. Lá estavam três pedaços de tecido de seu manto, quatro fragmentos de seu cinto, quatro fios de cabelo de sua cabeça e, melhor ainda, sete pedaços do véu que havia sido salpicado com o próprio sangue de Cristo. Essas relíquias e inúmeras outras — incluindo 19 mil ossos dos santos! — estavam prontas para serem contempladas por piedosos peregrinos. Elas compunham a orgulhosa coleção de Frederico, o Sábio, eleitor da Saxônia e príncipe de Martinho Lutero. As relíquias estavam na Igreja do Castelo de Wittenberg, preparadas e prontas para serem exibidas no Dia de Todos os Santos, em 1º de novembro de 1517. Mas, em meio a toda essa pompa, havia um ingrediente essencial: a obtenção de indulgências. A veneração dessas relíquias seria acompanhada de indulgências que reduziriam o tempo no purgatório em 1.902.202 anos e 270 dias. Uma indulgência — a remissão total ou parcial da pena pelos pecados — era concedida a partir do Tesouro de Méritos, constituído não apenas pelos méritos da obra de Cristo, mas também pelos méritos superabundantes dos santos.
Quando a moeda tilinta no cofre
Precisando de recursos para construir a Basílica de São Pedro, o papa Leão X começou a vender indulgências. Mas não bastava qualquer indulgência. O que se buscava era uma indulgência que concedesse a remissão plena dos pecados, devolvendo o pecador ao estado de inocência que recebera inicialmente no batismo. Até mesmo os horrores de anos no purgatório seriam removidos. Nem mesmo um pecado contra a Majestade Divina seria capaz de superar a eficácia dessas indulgências. Em suma, se você tivesse dinheiro suficiente, o arrependimento estava à venda!
Não havia ninguém tão experiente quanto o dominicano Tetzel para comercializar uma oportunidade única como aquela. Percorrendo cidades com toda a pompa de Roma, Tetzel apelava intensamente ao sentimento de culpa: “Ouçam as vozes de seus queridos parentes e amigos falecidos, suplicando-lhes e dizendo: ‘Tenham piedade de nós, tenham piedade de nós. Estamos em terrível tormento, do qual vocês podem nos livrar por uma ninharia. […] Vão nos deixar aqui, jazendo nas chamas? Vão adiar a glória que nos foi prometida?’” Então vinha o famoso verso de Tetzel: “Assim que a moeda tilinta no cofre, a alma do purgatório salta”. Com apenas um quarto de florim, você poderia libertar seu ente querido das chamas do purgatório e conduzi-lo à “pátria do paraíso”.
100 – 5 = 95 Teses
Martinho Lutero chegou ao seu limite. Um ano antes, Lutero havia pregado contra as indulgências. Dessa vez, porém, colocaria suas objeções por escrito. Nas 95 teses, Lutero expôs os abusos relacionados às indulgências. Ao concluir o texto, afixou as teses na porta da Igreja do Castelo. Bainton resume as 95 teses da seguinte maneira: “Havia três pontos principais: uma objeção ao objetivo declarado da arrecadação dos recursos, uma negação dos poderes do papa sobre o purgatório e uma consideração pelo bem-estar do pecador”. Apesar de seu protesto, Lutero estava simplesmente tentando ser um bom católico, buscando reformar a Igreja e corrigir seus abusos. De fato, nesse estágio, não há menção à justificação somente pela fé (sola fide), à sola Scriptura e a outras doutrinas da Reforma que se desenvolveriam posteriormente, embora a semente já tivesse sido plantada.
A Sinagoga de Satanás
Mas elas de fato se desenvolveriam. Embora as teses de Lutero tivessem sido escritas em latim para um debate acadêmico, outras pessoas as traduziram para a língua vernácula e as divulgaram por toda a Alemanha. De repente, o protesto de Lutero tornou-se o assunto do momento.
Tetzel foi o primeiro a reagir furiosamente, exigindo que Lutero fosse queimado na fogueira como herege. Em seguida, veio o cardeal Caetano, em outubro de 1518, durante a Dieta Imperial realizada em Augsburgo. Lutero foi interrogado por três dias e intimado a se retratar, algo que, naturalmente, não faria. Lutero escreveu que o cardeal “não apresentou uma única sílaba das Escrituras”, dependendo, em vez disso, dos pais da Igreja vinculados à tradição escolástica. Declarado herege por Caetano, Lutero voltou para casa temendo por sua própria vida.
Mas o maior desafio de Lutero viria em junho de 1519, no debate com o teólogo católico Johann Eck, a quem Lutero chamou de “aquela pequena fera sedenta de glória”. Eck trouxe à tona a verdadeira questão: quem detinha a autoridade suprema e definitiva — a Palavra de Deus ou o papa? Para Eck, as Escrituras recebiam sua autoridade do papa. Lutero discordava veementemente e, por isso, foi rapidamente associado aos hereges que o haviam precedido, John Wycliffe e Jan Hus. A princípio, Lutero negou essa associação. No entanto, durante um intervalo do debate, percebeu que Hus havia ensinado exatamente aquilo em que ele próprio acreditava. Eck voltou a Roma para apresentar suas conclusões ao papa, enquanto Lutero deixou o debate ainda mais convencido de que as Escrituras, e não o papa, eram a única autoridade suprema e definitiva. Além disso, Lutero percebeu que, se o papa tivesse sempre autoridade sobre as Escrituras, seria impossível promover uma reforma a partir do interior da própria Igreja. Como observa perspicazmente Michael Reeves: “A palavra do papa sempre prevaleceria sobre a de Deus. Nesse caso, o reinado do anticristo ali estaria selado, e ela já não seria a Igreja de Deus, mas a sinagoga de Satanás”.
A Justificação Somente pela Fé
Mas não seria apenas a compreensão de Lutero acerca da autoridade do papa que mudaria. Sua visão da salvação também passaria por uma revolução. Lutero voltou mais uma vez ao livro de Romanos, especificamente a Romanos 1:17, onde Paulo fala sobre a justiça de Deus. Lutero escreve sobre o que aconteceu em seguida:
Embora vivesse como monge de maneira irrepreensível, sentia-me pecador diante de Deus, com a consciência profundamente perturbada. Não conseguia crer que ele estivesse aplacado pela minha satisfação. Eu não amava — sim, odiava — o Deus justo que pune os pecadores e, secretamente, se não de maneira blasfema, certamente com muitas murmurações, irava-me contra Deus e dizia: “Como se já não bastasse que os miseráveis pecadores, eternamente perdidos por causa do pecado original, sejam esmagados por toda sorte de calamidades pela lei do Decálogo, sem que Deus ainda acrescente dor sobre dor por meio do evangelho e também nos ameace, pelo evangelho, com sua justiça e ira!” Assim, eu me enfurecia com a consciência aflita e perturbada. Ainda assim, insistia obstinadamente naquela passagem de Paulo, desejando ardentemente compreender o que São Paulo queria dizer. Por fim, pela misericórdia de Deus, meditando dia e noite, dei atenção ao contexto das palavras, a saber: “Nele se revela a justiça de Deus, como está escrito: ‘O justo viverá pela fé’”. Ali comecei a compreender que a justiça de Deus é aquela pela qual o justo vive mediante um dom de Deus, a saber, pela fé. E este é o significado: a justiça de Deus é revelada pelo evangelho, isto é, a justiça passiva pela qual o Deus misericordioso nos justifica mediante a fé, como está escrito: “O justo viverá pela fé”. Ali senti que havia nascido de novo por completo e entrado no próprio paraíso por portas abertas.
De repente, o evangelho tornou-se boas-novas. Anteriormente, Lutero entendia a iustitia Dei (a justiça de Deus) como a punição dos pecadores por parte de Deus, em sua justiça e ira vingadora. A justiça de Deus era uma má notícia, pois o condenava, independentemente de quantas boas obras praticasse. Por isso, Lutero odiava a Deus. Entretanto, Lutero chegou a compreender que a justiça de Deus mencionada em Romanos 1:17 é revelada no evangelho, pois o justo viverá pela fé. A justiça de Deus já não deveria ser temida, mas recebida como um dom, mediante a fé em Cristo, para que os pecadores — até mesmo os piores entre eles — pudessem ser considerados justos diante de Deus.
Além disso, a justiça que Deus exige não é algo que possamos conquistar por nossos próprios méritos; antes, ela foi conquistada por nós em Cristo. O que precisamos não é de uma justiça própria, mas de uma justiça alheia (iustitia aliena), imputada ou creditada a nós por Deus. Aqui encontramos aquilo que Lutero compreendeu como a “troca maravilhosa” (fröhlicher Wechsel). Cristo tomou sobre si o nosso pecado, enquanto nós recebemos a sua justiça. Como escreve Paulo: “Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2Co 5:21). Mais uma vez, Paulo declara em Filipenses 3:9 que sua esperança é “ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede da lei, mas aquela que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé”. Portanto, Lutero agora compreendia que somos justificados não por nossas obras e nossos méritos, mas somente pela graça (sola gratia), mediante a fé somente (sola fide).
Com essa descoberta, Lutero escreveria freneticamente em 1520. Primeiro, publicou À Nobreza Cristã da Nação Alemã, questionando a autoridade do papa, bem como seu direito exclusivo de interpretar as Escrituras e convocar um concílio. Em segundo lugar, Lutero publicou O Cativeiro Babilônico da Igreja, obra na qual argumentou que o dom da justiça de Deus é recebido pela fé e que, portanto, Roma estava equivocada ao afirmar que a graça divina só é concedida por meio da administração dos sacramentos pelos sacerdotes. Lutero sustentava que os sacramentos eram apenas dois, e não sete! Em terceiro lugar, Lutero publicou Da Liberdade do Cristão, dedicado ao papa Leão X, no qual apresentou positivamente a doce troca: nosso pecado é atribuído a Cristo, enquanto a justiça de Cristo é creditada a nós.
Aqui Estou
Em 1520, o papa emitiu uma bula papal na qual classificava os ensinamentos de Lutero como um “vírus venenoso” e exigia que ele se retratasse no prazo de sessenta dias, sob pena de excomunhão. Ao fim dos sessenta dias, Lutero queimou publicamente a bula papal, exclamando: “Visto que confundiste a verdade de Deus, hoje o Senhor te confunde. Ao fogo contigo!” Lutero havia declarado guerra. O papa respondeu com uma segunda bula, excomungando Lutero e seus seguidores. Em circunstâncias normais, naquele momento, Lutero deveria ter sido entregue para execução. Entretanto, Frederico, o Sábio, exigiu que ele tivesse direito a uma audiência perante um tribunal alemão. Em 1521, Lutero foi convocado a comparecer em Worms, diante de uma assembleia imperial presidida por Carlos V. Em Worms, no dia 17 de abril de 1521, Lutero foi informado de que deveria se retratar. Depois de refletir durante um dia, Lutero voltou e declarou:
“Visto que Vossa Majestade Sereníssima e vossas senhorias desejam uma resposta simples, eu a darei desta maneira, clara e sem rodeios: a menos que eu seja convencido pelo testemunho das Escrituras ou por argumentos racionais claros — pois não confio exclusivamente no papa nem nos concílios, visto que é notório que muitas vezes erram e se contradizem —, permaneço vinculado às Escrituras que citei, e minha consciência está cativa à Palavra de Deus. Não posso e não me retratarei de coisa alguma, pois não é seguro nem correto agir contra a consciência. Não posso agir de outra maneira. Aqui estou. Que Deus me ajude. Amém”.
No dia seguinte, o veredito foi anunciado: o imperador concluiu que Lutero era, de fato, “um cismático obstinado e herege declarado”. Durante sua viagem de volta para casa, Lutero foi subitamente sequestrado por homens armados com espadas e arcos. Lutero teria sido assassinado? O pintor alemão Albrecht Dürer lamentou em seu diário: “Ó Deus, se Lutero estiver morto, quem proclamará o santo evangelho com tanta clareza para nós?” Mas Lutero havia sido sequestrado por amigos, não por inimigos. Frederico, o Sábio, havia orquestrado a fuga segura de Lutero para o Castelo de Wartburg. Ainda assim, as palavras de Dürer demonstram que nada menos que o próprio evangelho estava em jogo na posição assumida por Lutero diante do imperador. E esse mesmo evangelho transformaria o cristianismo para sempre.
A Teologia da Reforma Ainda Importa Hoje?
A teologia da Reforma ainda importa hoje? Sem dúvida. É tentador pensar na Reforma como um mero movimento político ou social. Na realidade, porém, a Reforma foi uma luta em defesa do próprio evangelho. Os reformadores argumentavam que o cerne do evangelho está na aceitação livre e graciosa, por parte de Deus, de pecadores culpados, unicamente com base na obra de Cristo. Embora o contexto político e social tenha mudado desde o século XVI, essa questão continua ocupando um lugar central. Muito poderia ser dito sobre as razões pelas quais a Reforma ainda importa, mas aqui estão duas delas.
Em primeiro lugar, para Lutero, a justificação somente pela fé é o artigo pelo qual a Igreja permanece de pé ou cai. Hoje, porém, muitos questionam e chegam a rejeitar abertamente a centralidade da justificação. Tomemos Clark Pinnock como exemplo. Ele atribui a preocupação de Lutero — e dos protestantes que vieram depois dele — com a justificação ao medo que Lutero tinha de um Deus irado. Consequentemente, afirma Pinnock: “A dimensão jurídica tem dominado nosso pensamento sobre a salvação” (Flame of Love, p. 155). Embora a dimensão jurídica seja importante, ela “não é necessariamente o motivo central”. A justificação seria apenas uma etapa no caminho para a transformação. Portanto, ela “não é o principal artigo de toda a doutrina cristã, como Lutero afirmava”. Qual seria, então, a proposta alternativa de Pinnock? “Ser salvo é mais como apaixonar-se por Deus”. De fato, afirma Pinnock: “O pensamento jurídico e a doutrina da justificação não são tão proeminentes na Bíblia quanto nós os temos considerado”. E aqui está o ponto crucial: “A redescoberta da justificação por Lutero foi importante para ele próprio e para as reformas do século XVI, mas ela não é tão central para nós, nem mesmo para uma interpretação criteriosa da teologia de Paulo”.
Mas a justificação do ímpio por Deus está, de fato, no próprio centro da teologia de Paulo (Rm 4:5). É por isso que o evangelho é uma notícia tão maravilhosa! Essa notícia é tão maravilhosa porque Cristo não apenas morreu e ressuscitou (At 2:22–36), mas agora também temos o perdão dos pecados (At 2:38). Não é de admirar que Paulo possa afirmar que o evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego, pois, “no evangelho, é revelada a justiça de Deus, de fé em fé, como está escrito: ‘O justo viverá pela fé’”. Portanto, o despertar de Lutero após a leitura de Romanos 1:17 foi, essencialmente, um despertar para o evangelho. Separar a justificação do evangelho é ignorar nossa condição humana fundamental: como nós, pecadores culpados, podemos encontrar o favor de um Deus santo? Fica claro que essa era a questão que Paulo tinha em mente quando concluiu: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5:1).
Em segundo lugar, há, em nossos dias, uma forte tendência tanto de retornar a Roma quanto de se unir a Roma por meio da aproximação entre evangélicos e católicos. Quanto ao primeiro caso, o exemplo mais notável em nossos dias é Francis J. Beckwith, ex-presidente da Evangelical Theological Society, que renunciou à presidência em 2007 em razão de seu retorno à Igreja Católica Romana. Embora afirme esperar que seus irmãos católicos resistam ao triunfalismo, ele declarou inequivocamente: “Eu, naturalmente, acredito que o catolicismo é, de fato, verdadeiro em toda a sua teologia dogmática, incluindo suas concepções das Escrituras, da ética, da autoridade da Igreja, dos concílios ecumênicos etc.” (Return to Rome, p. 12).
Outros argumentam que evangélicos e católicos, embora permaneçam distintos, podem agora unir-se à luz de iniciativas como Evangélicos e Católicos Juntos (Evangelicals and Catholics Together), a Federação Luterana Mundial, a Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas e a Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação. Muitos acreditam que a divisão entre protestantes e católicos foi superada. É nesse contexto que se insere o livro de Mark Noll e Carolyn Nystrom, A Reforma Acabou? (Is the Reformation Over?)
Entretanto, como Michael Horton argumentou recentemente (e R. C. Sproul antes dele), a Reforma está longe de ter terminado. “Não houve nenhuma mudança substancial na posição católica romana acerca das questões que levaram à excomunhão dos reformadores. Até mesmo a Declaração Conjunta superou a principal doutrina em disputa somente ao adotar uma definição católica romana de justificação como perdão e transformação efetiva (isto é, santificação).” Roma continua rejeitando a afirmação evangélica de que somos justificados somente pela graça, mediante a fé somente. Concordo com Horton quando ele afirma que a questão não diz respeito a Lutero, mas ao evangelho.
Embora seja possível identificar muitos outros desafios à teologia da Reforma, esses três exemplos demonstram suficientemente que ela continua ocupando um lugar central nos debates. Muitos jovens evangélicos reformados estão abraçando a teologia da Reforma hoje. O desafio que enfrentaremos, porém, consiste em defender essa teologia diante de novas ideologias que procuram minar sua credibilidade. Acredito que o ponto central do esforço para defender e aplicar a teologia da Reforma em nossos dias pode ser encontrado na simples verdade que o próprio Lutero deixou tão clara: o próprio evangelho está em jogo, assim como estava no século XVI. Abandonar a teologia da Reforma é abandonar o evangelho.
- Este artigo também foi publicado em The Gospel Coalition
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