sábado , 7 novembro 2026

Atanásio, o Grande, sobre a Escritura e a Tradição

Durante seu terceiro exílio (358–361), quando os arianos mais uma vez afastaram Atanásio à força de seu cargo, ele redigiu, a pedido de Serapião, bispo de Tmuis, algumas cartas sobre o Espírito Santo.1 Elas são uma espécie de tratados antiarianos, nos quais o teólogo demonstra não apenas a divindade do Espírito Santo, mas também, em igual medida, a divindade da segunda pessoa da Santíssima Trindade, o Filho de Deus.2 Toda a sua argumentação se baseia na análise das Sagradas Escrituras, na exegese correta e na lógica. Nessas cartas, Atanásio expressa repetidamente suas concepções sobre as Escrituras e, ao mesmo tempo, expõe sua opinião acerca da Tradição. Em certa passagem, censura seus adversários, afirmando que, se não são capazes de compreender a doutrina da Trindade indivisível e santa, deveriam simplesmente deixar de se pronunciar sobre o assunto e aceitar aquilo que foi apresentado nas Escrituras, sem chamar o Espírito ou o Filho de criatura:

“Se não são capazes de compreender isso, deveriam antes permanecer em silêncio e não considerar como criatura — uns, o Filho; outros, o Espírito. Deveriam aceitar aquilo que foi escrito e unir o Filho ao Pai, sem separar o Espírito do Filho, para que a Santíssima Trindade seja verdadeiramente indivisível e homogênea. […] É ainda maior atrevimento quando aqueles que não sabem se expressar devidamente inventam novos termos a esse respeito, desconhecidos nas Escrituras”.3

Atanásio expressa uma opinião semelhante na obra Sobre os decretos do Concílio de Niceia, na qual, ao defender as decisões de Niceia, “parece — como observa Przemysław M. Szewczyk, responsável pela tradução polonesa dessa obra — dar expressão à sua insatisfação pessoal com a fórmula do credo elaborada no sínodo”.4 O bispo de Alexandria observa que as Escrituras são mais claras do que todas as demais fontes. Contudo, devido à malícia, à impiedade e à astúcia dos adversários da divindade de Jesus, os bispos reunidos no sínodo viram-se obrigados a formular termos precisos aos quais os hereges não pudessem dar seu assentimento:

“Mas talvez, por causa das objeções levantadas contra o termo ‘ingênito’, eles também queiram, em sua perversidade, dizer: ‘Portanto, também a respeito de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, é necessário empregar as palavras das Escrituras e dizer aquilo que as Escrituras dizem sobre Ele, sem introduzir expressões extrabíblicas’. Sim, é necessário, reconheço também eu. Pois os sinais da verdade provenientes das Escrituras são mais claros do que os provenientes de outras fontes. Contudo, a malícia, a ímpia astúcia e a dissimulação dos seguidores de Eusébio obrigaram os bispos — como já disse — a formular os termos com maior precisão, de modo a refutar a impiedade daqueles homens”.5

Na passagem seguinte da primeira Carta a Serapião, Atanásio exorta seus adversários a se darem por satisfeitos e a aceitarem unicamente a doutrina exposta nas Escrituras. Afirma que elas são plenamente suficientes para responder às questões mais importantes relativas à Trindade, à relação do Pai com o Filho e o Espírito, à divindade destes e à sua eternidade:

“Se, portanto, esse tipo de empreendimento é inútil e tolo, que ninguém faça perguntas semelhantes, mas se limite unicamente a aceitar a doutrina apresentada nas Escrituras. Pois os ensinamentos nelas contidos acerca das questões em pauta são inteiramente suficientes e completos”.6

Na segunda Carta a Serapião, ao responder ao argumento ariano baseado em Provérbios 8.22, Atanásio não recorre a uma tradição oral vaga, amorfa e indefinida, supostamente transmitida pelos apóstolos e preservada na Igreja. Tampouco acusa os hereges de não terem o direito de interpretar as Escrituras ou de necessitarem de uma tradição oral para compreendê-las. Em vez disso, aceita aquilo que foi transmitido nas Escrituras e, em seguida, passa simplesmente à análise do texto e à explicação do sentido das Escrituras divinas em seu contexto. Mais adiante, ao explicar as verdades fundamentais da fé, afirma que a nossa fé, proveniente dos apóstolos e preservada na Igreja pelos antepassados, é precisamente aquilo que lemos nas Escrituras:

“Eles [os arianos] dizem: ‘Por acaso não está escrito exatamente assim?’ Sim, está escrito assim, e foi escrito corretamente, mas os hereges compreendem erroneamente essa afirmação correta. Pois, se conhecessem e compreendessem o sentido do cristianismo, não chamariam de criatura o Senhor da glória nem se insurgiriam contra o que foi escrito corretamente. […] Esta é a nossa fé, que provém dos apóstolos e nos foi transmitida pelos antepassados. Portanto, quem lê as Escrituras deve refletir e discernir quando elas falam da divindade do Verbo e quando falam de sua humanidade, para que não nos encontremos na mesma situação que os arianos, confundindo as diferentes afirmações das Escrituras”.7

Nas Cartas a Serapião, Atanásio também faz referência à “Tradição” em várias ocasiões. Ela, porém, não constitui algo materialmente distinto das Escrituras. Tampouco é uma transmissão oral que contenha verdades e doutrinas inacessíveis nas Sagradas Escrituras. Quando Atanásio escreve sobre a “antiga Tradição, doutrina e fé da Igreja Católica” (τὴν ἐξ ἀρχῆς παράδοσιν καὶ διδασκαλίαν καὶ πίστιν τῆς καθολικῆς Ἐκκλησίας), transmitida por Cristo, proclamada pelos apóstolos e preservada pelos Padres, ele se refere simplesmente ao ensinamento de nosso Senhor, que, na grande comissão missionária, envia seus discípulos para batizar as nações e ensiná-las a observar tudo o que lhes transmitiu. Essa Tradição, ou fé da Igreja, está fundamentada nas palavras do Senhor preservadas em Mateus 28.18–20. Trata-se da fé transmitida, explicada e professada em cada batismo: “Ide, pois, e fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19). Quando examinamos as primeiras profissões de fé cristãs, que os catecúmenos aprendiam, percebemos que, em seu conteúdo, elas eram sínteses das verdades fundamentais da fé contidas nas Escrituras. Atanásio escreve:

“Somente o que acabamos de dizer sobre o Espírito de Deus já demonstra que Ele nada tem em comum com a natureza e a essência das criaturas, mas se distingue dos seres criados e está estreitamente unido à essência e à divindade do Filho, pertencendo, portanto, à Santíssima Trindade. Essa demonstração cobre de vergonha a insensatez de nossos adversários. Consideremos, porém, também a antiga Tradição, a doutrina e a fé da Igreja Católica, que o Senhor nos deu, que os apóstolos proclamaram e que nossos antepassados preservaram. É sobre ela que a Igreja está fundada, e quem a rejeita não pode ser nem se chamar cristão. […] Que nossos adversários se convençam de que essa é, de fato, a fé da Igreja com base nas palavras pronunciadas pelo Senhor quando, ao enviar os apóstolos, ordenou-lhes que lançassem os fundamentos da Igreja: ‘Ide e fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo’ (Mt 28,19). Os apóstolos partiram e ensinaram exatamente isso; e essa é a doutrina proclamada por toda a Igreja em todo o mundo”.8

C. R. B. Shapland, tradutor da edição inglesa das Cartas a Serapião, observa que “para Atanásio, a Tradição não é uma fonte indefinida de conhecimento, independente das Sagradas Escrituras. Ele não apenas enfatiza a suficiência das Sagradas Escrituras (De Synodis, 6, entre outros), mas também não estabelece uma distinção rigorosa entre a Tradição e as Sagradas Escrituras […] nem recorre à autoridade dos Padres anteriores”.9

Também não encontramos uma distinção semelhante entre a Tradição (παράδοσις), a doutrina (διδασκαλία) e a fé (πίστις) da Igreja na Carta a Adelphius, na qual Atanásio afirma explicitamente que a nossa fé, de origem apostólica, transmitida pela Tradição por meio dos Padres, encontra sua confirmação no Novo e no Antigo Testamento. Em seguida, ao falar da “Tradição apostólica” ( ἀποστολικὴ παράδοσις), o alexandrino não invoca um ensinamento transmitido oralmente e ausente das Escrituras, mas cita as palavras escritas de Pedro e Paulo no Novo Testamento (Πέτρου λέγοντος … Παύλου γράφοντος), demonstrando, assim, que, para o bispo de Alexandria, a Tradição apostólica presente na Igreja nada mais era do que a fé exposta nas Sagradas Escrituras:

“Quanto à nossa fé, ela é correta, pois tem sua origem no ensinamento apostólico e na Tradição dos Padres, e está firmada no Novo e no Antigo Testamento. […] A Tradição apostólica, por sua vez, ensina pelas palavras do bem-aventurado Pedro: ‘Ora, tendo Cristo sofrido na carne’ (1Pe 4,1; 1Pe 2,21), e pelos escritos de Paulo: ‘Aguardamos a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo, que se entregou a si mesmo por nós, a fim de nos resgatar de toda iniquidade e purificar para si um povo que lhe pertença, zeloso na prática das boas obras’ (Tt 2,13–14)”.10

De modo análogo ao que vimos na Carta a Serapião, Atanásio se pronuncia no contexto da fé e das definições do Concílio de Niceia. O que ali foi exposto não é outra coisa senão: “[…] a fé correta, que Cristo bondosamente nos concedeu, foi proclamada pelos Apóstolos e transmitida pelos Padres reunidos em Niceia, vindos de toda a terra habitada”.11 Na opinião do Alexandrino, no Concílio de Niceia, os Padres não expuseram ensinamentos ausentes das Escrituras e transmitidos oralmente à parte delas. Segundo ele, no Concílio de Niceia: “Pois a verdadeira e piedosa fé no Senhor tornou-se manifesta a todos, sendo conhecida e lida nas divinas Escrituras”.12

Além das passagens examinadas acima, Atanásio expressa-se de maneira análoga, em outras de suas obras, a respeito da Escritura, de sua autoridade e de sua clareza. Na “Carta geral aos bispos do Egito e da Líbia”, afirma que “… a divina Escritura é mais eficaz (mais suficiente) do que tudo; por isso, recomendo a leitura das palavras divinas àqueles que desejam conhecer muitas coisas a esse respeito”.13 No tratado “Contra os Pagãos”, salienta que “as Escrituras inspiradas por Deus são suficientes para anunciar a verdade”.14 De modo semelhante, no tratado “Sobre os sínodos de Rimini e Selêucia”, lemos que “a divina Escritura é inteiramente suficiente em matéria de fé” e que aqueles que leem as decisões dos Padres reunidos em Niceia “podem, por meio delas, recordar a verdadeira fé em Cristo, proclamada nas divinas Escrituras”.15 Por isso, somente as Escrituras canônicas do Antigo e do Novo Testamento são “fontes de salvação, e o homem sedento pode saciar-se com suas palavras; somente por meio delas se pode anunciar a boa-nova da doutrina da salvação. Que ninguém lhes acrescente coisa alguma nem delas retire coisa alguma (Ap 22,18-19). Foi a propósito delas que o Senhor repreendeu os saduceus, dizendo: ‘Estais enganados, por não conhecerdes as Escrituras nem o poder de Deus’ (Mt 22,29); e exortou os judeus: ‘Examinai as Escrituras, pois são elas que dão testemunho de mim’ (Jo 5,39)”.16

Refrências:

  1. Novo dicionário da literatura cristã primitiva, org. Marek Starowieyski e Jan Maria Szymusiak, Święty Wojciech Dom Medialny, Poznań, 2018, p. 119–126. ↩︎
  2. “Introdução”, em: Santo Atanásio, o Grande, Cartas a Serapião, Wydawnictwo WAM, Cracóvia, 1996, p. 58. ↩︎
  3. Texto grego: “Ἔδει δὲ αὐτοὺς ἢ καθόλου μὴ νοοῦντας σιωπᾷν, καὶ μὴ συντάσσειν, μήτε ἐκείνους τὸν Υἱὸν, μήτε τούτους τὸ Πνεῦμα τοῖς κτίσμασιν· ἢ τὸ γεγραμμένον ἐπιγινώσκειν, καὶ τῷ Πατρὶ συνάπτειν τὸν Υἱὸν, καὶ τὸ Πνεῦμα μὴ διαιρεῖν ἀπὸ τοῦ Υἱοῦ, ἵνα τὸ ἀδιαίρετον καὶ ὁμοφυὲς ἀληθῶς τῆς ἁγίας Τριάδος διαμείνῃ. […] Τολμηρότερον δὲ πάλιν, μὴ δυναμένους λέγειν, ἐπινοεῖν ἐπὶ τούτων καινοτέρας λέξεις παρὰ τὰς τῶν Γραφῶν”. Cartas a Serapião (Epistula ad Serapionem), 1.17, PG 26:572, SC 15:113–114 ↩︎
  4. “Introdução”, em: Atanásio, o Grande, Sobre os decretos do Concílio de Niceia. Sobre as declarações de Dionísio. Sobre os sínodos de Rimini e Selêucia, Wydawnictwo WAM, Cracóvia, 2011, p. XXI. ↩︎
  5. “Ἀλλ’ ἴσως καὶ διὰ τὸ ὄνομα τὸ ἀγένητον ἐλεγχθέντες πονηροὶ τὸν τρόπον ὄντες ἐθελήσουσι καὶ αὐτοὶ λέγειν· ἔδει καὶ περὶ τοῦ κυρίου καὶ σωτῆρος ἡμῶν Ἰησοῦ Χριστοῦ ἐκ τῶν γραφῶν τὰ περὶ αὐτοῦ γεγραμμένα λέγεσθαι καὶ μὴ ἀγράφους ἐπεισάγεσθαι λέξεις. ναὶ ἔδει, φαίην ἂν καὶ ἔγωγε, ἀκριβέστερα γὰρ ἐκ τῶν γραφῶν μᾶλλον ἢ ἐξ ἑτέρων ἐστὶ τὰ τῆς ἀληθείας γνωρίσματα· ἀλλ’ ἡ κακοήθεια καὶ μετὰ πανουργίας παλίμβολος ἀσέβεια τῶν περὶ Εὐσέβιον ἠνάγκασε, καθὰ προεῖπον, τοὺς ἐπισκόπους λευκότερον ἐκθέσθαι τὰ τὴν ἀσέβειαν αὐτῶν ἀνατρέποντα ῥήματα”. Sobre os decretos do Concílio de Niceia (De decretis Nicaenae synodi), 32, PG 25:473, 476. ↩︎
  6. “Περιττῆς τοιγαροῦν καὶ πλέον μανίας οὔσης τῆς τοιαύτης ἐπιχειρήσεως, μηκέτι τοιαῦτά τις ἐρωτάτω, ἢ μόνον τὰ ἐν ταῖς Γραφαῖς μανθανέτω. Αὐτάρκη γὰρ καὶ ἱκανὰ τὰ ἐν ταύταις κείμενα περὶ τούτου παραδείγματα”. Cartas a Serapião (Epistula ad Serapionem), 1.19, PG 26:573, SC 15:115. ↩︎
  7. “Οὐ γέγραπται οὖν; φησί. Ναὶ γέγραπται, καὶ ἀναγκαίως εἴρηται· ἀλλὰ κακῶς νοοῦσι τὸ καλῶς εἰρημένον οἱ αἱρετικοί. Εἰ γὰρ ἐνόουν καὶ ἐγίνωσκον τὸν χαρακτῆρα τοῦ Χριστιανισμοῦ, οὐκ ἂν τὸν Κύριον τῆς δόξης ἔλεγον κτίσμα εἶναι, οὐδὲ προσέκοπτον τῷ γεγραμμένῳ καλῶς. […] Ὁ μὲν χαρακτὴρ οὗτος ἐκ τῶν ἀποστόλων διὰ τῶν Πατέρων· δεῖ δὲ λοιπὸν, ἐντυγχάνοντα τῇ Γραφῇ, δοκιμάζειν καὶ διακρίνειν, πότε μὲν περὶ τῆς θεότητος τοῦ Λόγου λέγει, πότε δὲ περὶ τῶν ἀνθρωπίνων αὐτοῦ· ἵνα μὴ ἕτερα ἀνθ’ ἑτέρων νοοῦντες παραπαίωμεν, οἷα πεπόνθασιν οἱ Ἀρειανοί”. Cartas a Serapião (Epistula ad Serapionem), 2.7–8, PG 26:620–621, SC 15:157–158. ↩︎
  8. “Ταῦτα μὲν οὖν καὶ μόνα καθ’ ἑαυτὰ λεγόμενα περὶ τοῦ ἁγίου Πνεύματος δείκνυσιν αὐτὸ μηδὲν κοινὸν μηδὲ ἴδιον ἔχειν τι τῇ φύσει καὶ τῇ οὐσίᾳ πρὸς τὰ κτίσματα, ἀλλ’ ἄλλο μὲν εἶναι τῶν γενητῶν, ἴδιον δὲ καὶ οὐ ξένον τῆς τοῦ Υἱοῦ οὐσίας καὶ θεότητος, δι’ ἣν καὶ τῆς ἁγίας Τριάδος ὂν, καταισχύνει τὴν ἐκείνων ἀναισθησίαν. Ἴδωμεν δὲ ὅμως καὶ πρὸς τούτοις καὶ αὐτὴν τὴν ἐξ ἀρχῆς παράδοσιν καὶ διδασκαλίαν καὶ πίστιν τῆς καθολικῆς Ἐκκλησίας, ἣν ὁ μὲν Κύριος ἔδωκεν, οἱ δὲ ἀπόστολοι ἐκήρυξαν, καὶ οἱ πατέρες ἐφύλαξαν. Ἐν ταύτῃ γὰρ ἡ Ἐκκλησία τεθεμελίωται, καὶ ὁ ταύτης ἐκπίπτων οὔτ’ ἂν εἴη, οὔτ’ ἂν ἔτι λέγοιτο Χριστιανός. […] Καὶ ὅτι αὕτη ἡ πίστις τῆς Ἐκκλησίας ἐστὶ, μαθέτωσαν πῶς ὁ μὲν Κύριος ἀποστέλλων τοὺς ἀποστόλους παρήγγειλε τοῦτον θεμέλιον τιθέναι τῇ Ἐκκλησίᾳ λέγων· «Πορευθέντες μαθητεύσατε πάντα τὰ ἔθνη, βαπτίζοντες αὐτοὺς εἰς τὸ ὄνομα τοῦ Πατρὸς καὶ τοῦ Υἱοῦ καὶ τοῦ ἁγίου Πνεύματος.» Οἱ δὲ ἀπόστολοι, πορευθέντες, οὕτως ἐδίδαξαν· καὶ τοῦτό ἐστιν εἰς πᾶσαν τὴν ὑπ’ οὐρανὸν Ἐκκλησίαν τὸ κήρυγμα”. Cartas a Serapião (Epistula ad Serapionem), 1.27–28, PG 26:593, 596, SC 15:133–135. ↩︎
  9. C. R. B. Shapland, The Letters of Saint Athanasius, Concerning the Holy Spirit, Philosophical Library, Nova York, 1951, p. 135–136; tradução nossa. ↩︎
  10. “ἡμῶν δὲ ἡ πίστις ἐστὶν ὀρθὴ, καὶ ἐκ διδασκαλίας ἀποστολικῆς ὁρμωμένη καὶ παραδόσεως τῶν Πατέρων, βεβαιουμένη ἔκ τε Νέας καὶ Παλαιᾶς Διαθήκης. […] Ἡ δὲ ἀποστολικὴ παράδοσις διδάσκει, τοῦ μὲν μακαρίου Πέτρου λέγοντος· Χριστοῦ οὖν ὑπὲρ ἡμῶν παθόντος σαρκί· τοῦ δὲ Παύλου γράφοντος· Προσδεχόμενοι τὴν μακαρίαν ἐλπίδα, καὶ ἐπιφάνειαν τῆς δόξης τοῦ μεγάλου Θεοῦ καὶ Σωτῆρος ἡμῶν Ἰησοῦ Χριστοῦ, ὃς ἔδωκεν ἑαυτὸν ὑπὲρ ἡμῶν, ἵνα λυτρώσηται ἡμᾶς ἀπὸ πάσης ἁμαρτίας, καὶ καθαρίσῃ ἑαυτῷ λαὸν περιούσιον, καὶ ζηλωτὴν καλῶν ἔργων”. Carta a Adelphius (Epistula ad Adelphium), 6, PG 26:1080. ↩︎
  11. “τῆς ὑγιαινούσης πίστεως, ἣν ὁ μὲν Χριστὸς ἐχαρίσατο, οἱ δὲ ἀπόστολοι ἐκήρυξαν, καὶ οἱ Πατέρες παραδεδώκασιν οἱ ἐν τῇ Νικαίᾳ συνελθόντες ἀπὸ πάσης τῆς καθ’ ἡμᾶς οἰκουμένης”. Carta aos bispos da África (Epistula ad Afros), 1, PG 26, 1029. ↩︎
  12. “Ἡ μὲν γὰρ ἀληθὴς καὶ εὐσεβὴς εἰς τὸν Κύριον πίστις φανερὰ πᾶσι καθέστηκεν, ἐκ τῶν θείων Γραφῶν γινωσκομένη τε καὶ ἀναγινωσκομένη”. Carta a Joviano, 1, PG 26, 816. ↩︎
  13. “ἡ θεία Γραφὴ πάντων ἐστὶν ἱκανωτέρα, τούτου χάριν τοῖς βουλομένοις τὰ πολλὰ περὶ τούτων γινώσκειν συμβουλεύσας ἐντυγχάνειν τοῖς θείοις λόγοις”. Carta geral aos bispos do Egito e da Líbia (Epistula encyclica ad episcopos Aegypti et Libyae), 4, PG 25:548 ↩︎
  14. Contra os Pagãos (Contra Gentes), 1.1–3, PG 25:4 ↩︎
  15. Sobre os sínodos de Rimini e Selêucia (De synodis Arimini et Seleuciae), 6, PG 26:689 ↩︎
  16. 39 Carta pascal (Epistula festalis XXXIX), 15–21, PG 26:1436–1437; em David Brakke, “Um novo fragmento da Trigésima Nona Carta Pascal de Atanásio: heresia, apócrifos e o cânon”, The Harvard Theological Review, vol. 103, n.º 1 (2010), p. 60–61 ↩︎

Sobre Damian Dziedzic

Damian Dziedzic é Graduado em Automação e Robótica pela Universidade Tecnológica de Gdańsk, interessado em crítica textual do Novo Testamento, mas sobretudo no cristianismo primitivo e na história da Igreja, dedicando a maior parte do seu tempo livre à leitura, pesquisa e escrita sobre esses temas. Mantém um blog próprio e, por isso, alguns podem conhecê-lo como o “Młodego i Reformowanego”.

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